quinta-feira, 13 de maio de 2010

ventos (:


Uma garota. Uma garota normal. Família, amigos, escola. Decisões. Decisões difíceis. Vestibular, festas, erros, acertos. Mas um dia a monotonia terminou. Foi o som da porta batendo. Como ela poderia entender? Era a primeira vez que o amor chegava. Ninguém parou para dizer a ela que as coisas um dia mudam. Ela nunca tinha recebido se quer um aviso de que um dia aquilo aconteceria. Diferente, forte, constante. Ela não sabia que nem toda borboleta no estomago é amor. Ela não sabia que existia um olhar. Ela não conhecia o poder do olhar. O que mais o seu coração deseja é que o mundo pare. E aquele vento forte que veio, passou. O que ela entendeu foi que na vida apareceram vários sons diferentes, fortes. Que muitas borboletas voam perseguindo olhares. Que os ventos as vezes erram a direção, uns trazendo a tempestade já outros a brisa do mar e que os desejos do coração nem sempre acontecem.

Um comentário:

  1. Antes que você reclame que ninguém avisou, essas borboletas podem ser só o chiclete que você engoliu de susto, quando bateram à porta. Dica: respire. Dica 2: não deixe o poder do olhar te hipnotizar. Ele deve ser parte do seu dia, não a parte que vale o dia (embora isso seja inevitável). Dica 3: respire de novo e mergulhe. Dica 4: Volte a superfície as vezes, só para renovar o fôlego. Dica 5: me ignore, eu tenho engolido borboletas, libélulas, sapos, rãs, dragões de Komodo. Dica 6: Aproveite.

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